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Mon, Dec. 5th, 2011, 08:48 pm
Lá e de volta outra vez

Faz tempo que não utilizo esse blog. Ando escrevendo minhas bobagens no Twitter [ @dknxohq ] e, algum tempo atrás, estava exercitando a escrita no WordPress [ inventaumavida.wordpress.com ]. Mas nenhum deles é tão legal quanto esse velho blog, então retornei.

Creio quer alguns "costumes" se alteraram no mundo blogueiro e devo dar uma sondada nas minhas configurações, como a política com comentários.

Ok. Até a próxima.

Mon, Dec. 21st, 2009, 02:15 pm
Google Wave

Putz, o Google Wave é algo que realmente me deixou empolgado. O foda é que ele exige tanto da minha "máquina de escrever" que canso de ficar esperando ele carregar uma coisa ou outra.




A possibilidade de um trabalho colaborativo on-line na escala em que a ideia de wave permite é simplesmente fantástica. Tem muitos vídeos sobre o Wave no You tube, de forma que não é necessário discorrer sobre isso.

Mas me parece ainda que é uma idéia a frente das possibilidades de hardware da moçada. Estou com um punhado de convites encalhados, sem saber pra quem mandar, já que pelo jeito as pessoas não se empolgaram tanto quanto eu com essa coisa de google wave.

Putz, dá pra usar o MSN de dentro do Google Wave, embora quando eu tentei a coisa estivesse bugada.

Quem das moscas por aí tiver me add:
dkn.xohq@googlewave.com

Ia botar um embed do wave, mas não funfou e não tenho mais paciência pra essas coisas.

Fri, Dec. 18th, 2009, 09:22 am
Eita...

Começando a esquentar os motores...

Ainda estou meio enferrujado nesse negócio de escrever, mas aos poucos estou esquentando.

Fri, Dec. 18th, 2009, 09:06 am
Yojimbo/Por um punhado de dólares

Yojimbo/Por um punhado de dólares

Carregando Modo Boteco.

Bom, esses dois estão na minha pasta de filmes eleitos para eternamente rever (até atingir uma nova maturidade fake e descartá-los, hehehehe). Vou falar dos dois juntos, porque eles são um caso meio clássico de plágio no cinema. São quase o mesmo filme em roupagens diferentes.

Yojimbo é um filme de Akira Kurosawa, em preto e branco. Conta a história de um samurai sem mestre e sem-nome que decide se mete no conflito entre duas facções criminosas que competem pelo poder em um vilarejo. O conflito é tão danoso que só sobraram as duas facções, um taverneiro e o coveiro.

Por um punhado de dólares é um filme emblemático do "faroeste espaghetti", dirigido por Sergio Leone. Conta a história de um homem solitário também sem nome, mas que nesse caso anda sobre uma mula, que se mete no conflito entre duas facções criminosas que competem entre si, na cidade só restam eles, o barman e o coveiro. (diferente pacas, né?)

O uso das estruturas/fórmulas de Kurosawa em faroestes chegou a gerar uma das frases geniais de Woody Allen: "Eu queria escrever faroestes como Kurosawa".

Trata-se, no caso de Yojimbo, de uma estrutura tão clássica que foi explorada a exaustão em trocentos filmes, e citado em outros tantos.

O herói sem-nome é o tipo de masoquista que costumam chamar de "anjo", a bondade manifesta para a destruição do mal, para o reestabelecimento da ordem, sem egoismo, sem um nome ao qual atrelar o mérito. A questão de um "pai" sem "nome" pode gerar alguma especulação sobre o "nome-do-pai" lacaniano, mas não me sinto apto a arriscar.

O herói sem nome chega a cidade, se familiariza com a situação, finge aliança com um dos lados do conflito, fica sabendo de um complô para trai-lo, se demite, depois volta a aliança fingida, utiliza-a para apressar o embate final entre as duas facções e enfraquecer-las. Mas sai do planejado para salvar uma familia ameaçada pela tirania (a mãe da familia é mantida como propriedade pelo vilão). É descoberto, apanha que nem boi ladrão, escapa com ajuda dos dois unicos cidadãos restantes na cidade: o pequeno burguês e o "profissional liberal".

Enquanto ele se recupera do linchamento, o circo pega fogo, e uma das facções, a que tem o "vilão com arma especial" (no Yojimbo, uma arma de fogo vs espadas, no filme de Leone, uma espingarda Winchester em que o vilão tem grande habilidade), vence a parada, mas não acha o fugitivo. Nesse meio tempo, o herói sem nome também desenvolve uma estratégia para superar a "arma especial" em combate. O duelo final é precitado pela captura de um dos cidadãos que o ajudou, o que o outro vem relatar. O herói sem nome aplica sua tática no último combate, mata todos os malvados e salva a cidade, que agora tem 2 moradores, mas honestos.

Quando em minha busca por clássicos assisti Por Um Punhado de Dólares, tive aquela sensação de "já vi essa história", pois já havia visto Yojimbo. Mas o engraçado é que o plágio estrutural do filme não tira sua qualidade. Sem contar que foi o filme que levou o grande Clint ao estrelato (e fez sua cama como "homem-revólver"). Assim, não é de forma alguma um filme negligenciável.

Trata-se, em linhas gerais, de uma estrutura plana, sem grandes dramas subjetivos, sem sexo, sem tentações ao herói. Mas tão funcional que foi eternizada.

Mas... estou sendo bonzinho demais.

Modo Boteco on. Módulo psicanálise de boteco:

É missão da psicanálise de boteco que não reste falsa inocência no mundo. Seu ácido deve corroer as roupas bonitas e deixar todos nus, com as pelancas a mostra.

Embora existam mulheres nos filmes comentados, elas tem um papel de segundo plano. Não apitam nada e não despertam o interesse do herói sem-nome. Mas, libertar a mulher-mãe para seu marido corno manso o desvia do "caminho da estratégia". E ele não tira nem uma casquinha, pois se identifica com o marido (já passou por situação semelhante, mas não teve quem ajudasse). Será que o herói sem nome já foi corno? Seria ele um pervertido voyer?

Ora, pode se tratar de um filme sobre terapia sexual e familiar: A mulher é mantida separada da familia pelos "Falo" bandido e talarico, chega o interventor e usa um conflito de falos para minar a credibilidade e mostrar que o importante é habilidade e masoquismo.

Bom, chega de sacanagem.

Fri, Dec. 18th, 2009, 05:38 am
Festim Macabro

Festim Macabro/ Festim Diabólico - Hitchcook

Bom, esse é simplesmente meu filme preferido do Hitchcook. Uma obra de arte fantástica. O senso de humor é realmente macabro.

A história é realmente simples: Brandon (John Dall) e Phillip (Farley Granger) estrangulam David, escondem seu corpo em um baú, e dão uma festa na seqüência, com o corpo do morto o tempo todo na sala, sem que as pessoas que participam da festa desconfiem.

Perde-se a conta do numero de trocadilhos e referencias nos diálogos que não nos deixam esquecer o crime ocorrido. São muitas as frases de duplo sentido.
os dialogos são meticulosamente tramados de forma que se pode sentir um duplo sentido em quase todas as falas.

Um dialogo fantastico que acaba por se referir ao próprio filme:

"-Talvez seja a idade chegando, mas devo dizer que não eu realmente não gosto deste humor mórbido
-Oh,o humor não foi intencional.
-Você não está falando sério?"

E, de fato, o senso de humor é seletivo. Não serão todos que apreciarão o humor em torno de jantar sobre um cadáver fresco. No mesmo diálogo Hitchcook, de certa forma, pede desculpas a quem o filme possa não agradar.

A partir desse momento as coisas começam a mudar. as suspeitas estão lançadas e as referencias ao crime passam a ser mais diretas, mais tensas. O senso de humor perde-se, é trocado por um clima de tensão, da iminência da descoberta do crime.

O filme se passa todo no apartamento dos assassinos. Foi feito de forma a dar a impressão de uma única sequencia, sem corte, sem tempo de descanso. O filme não tem trilha sonora, a musica que existe faz parte do ambiente, da situação.

Pols, esse poderia ser refilmado por algum diretor decente...

Fri, Dec. 18th, 2009, 05:14 am
The pervert's guide to cinema

Escrito e apresentado por Slavoj Zizek, um psicanalista e marxista, este "documentário" sobre cinema é realmente muito bom.

Extremamente didático. Embora não seja exatamente facil para qualquer um acompanhar, não é necessário grande conhecimento de psicanálise ou filosofia para acompanhar o filme (mas é bom não ser completamente leigo, rs).

Zizek inicia sua exposição com uma premissa: Nosso desejo não é natural. Nós precisamos ser ensinados a desejar. E o cinema não satisfaz o desejo. Ele te diz como desejar.
"Cinema is the ultimate pervert art".

Zizek usa uma enorme quantidade de filmes para exemplificar como os grandes filmes e diretores despertam e manipulam o desejo. Segundo ele, isso é a própria arte do cinema: despertar e manipular o desejo em niveis "seguros".

Logo nos minutos iniciais, e aí o fulano de sotaque engraçado ganhou minha simpatia, ele cita a famosa cena de Matrix, em que Neo é confrontado com uma escolha dicotômica entre as pilulas azul e vermelha, uma escolha entre a realidade e a ilusão. Faz uma crítica genial: "eu quero uma terceira pilula que permita ver não realidade por trás da ilusão, mas a realidade dentro da ilusão". Aí está obviamente uma referência ao cinema como Matrix, uma fabrica de ficções, a industria cultural, e uma reflexão: não é possivel se "libertar" das "ilusões" como quem sai de uma cadeia. Isso significaria simplesmente a loucura, a perda de contato com a realidade cultural/social construida com essas ilusões. O que é possivel é aprender sobre elas, sobre como funcionam e como são feitas.

E é sobre entender a arte do cinema, e sobre a manipulação do desejo, das ilusões, que se trata toda sua exposição.

Gostei bastante do filme. Bastante didático, ele se usa de cenas de diversos filmes para demonstrar cada parte/capitulo da sua fala, mas não apenas isso, usa de cenários, de locações iguais as dos filmes dos quais está falando. Enfim ele usa da mesma indústria da qual ele fala. Ele tenta atender ao próprio pedido de uma terceira pílula. Uma explicação da realidade dentro da ilusão.

Zizek, se não me engano, é um esquerdista pós-moderno, pós muro de Berlim, que enxerga no capitalismo um inimigo imortal, tal como um morto-vivo, aquilo que se consegue matar, mas que volta a vida, por vezes mais forte. É o maldito mala-sem-alça do qual você nunca se livra. E que vê a forma de lutar contra ele é se render e regula-lo na medida do possivel "por dentro".

Isso fica meio presente no filme.

Mon, Dec. 14th, 2009, 05:12 am
ONG BAK

Tenho um pequeno HD de laptop, fornecido pelo meu bro, provavelmente para que eu parasse de entupir o PC com pornografia. O resultado é que acabei tendo um mega pendrive, com cento e tantos GB de espaço. Eu achava que era espaço pra caralho. Até resolver colecionar meus filmes preferidos (além da pornografia)... Resultou que não consegui simplesmente manter todos os filmes que baixava na internet ou convertia do DVD.

Ficou uma pasta "filmes", para os filmes que eu ia baixando, e uma sub pasta de eleitos, aqueles que eu sabia com certeza que um dia eu ia querer rever, ou que baixei pra rever e quero poupar o trabalho de baixar de novo.

Ong Bak é um deles. Fico tentado a dizer que Ong Bak não tem nada de especial, simplesmente porque não consigo dizer exatamente o que ele tem de especial. É um roteiro inocente, sem grandes frases de efeito ou diálogos inteligentes, sem sacadas de esperteza, sem sexo, numa grande manjada formula "herói que quebra tudo". Resumindo: Assisti Ong Bak por causa da sugestão de um Nerd comunicativo, dono de uma locadora em Bauru, e sinceramente, se ele me tivesse contado a história, eu teria economizado meus trocos.

Duvida? A história: Lutador de Muay Thai vai para a cidade grande recuperar a cabeça da imagem de Buda de sua tribo. Tem a chance de ficar rico com sua luta, mas permanece em sua missão e detona a "máfia" toda na porrada. Boa, né? Mas, o roteiro inocente é muito bem realizado, e a presença do astro do Muai Thai faz o resto.

A primeira cena o mostra numa competição tão rústica que demarca um herói arquetipico: Um "pique-bandeira" numa grande arvore. Um monte de fulanos competem, individualmente, para pegar um pedaço de pano no alto da arvore e descer com ele. E a cena é muito competente em deixar claro que não é pra qualquer um, que o herói não é um fulano que caiu no meio da encrenca. Na seqüência conhecemos a "gente humilde", e os "malvados", aqueles que tem "ganância no coração" e não respeitam o "equilíbrio do bem maior", só respeitam o poder e a individualidade. Após mostrar a humildade do herói novamente, seu esforço treinando a noite e ouvindo ensinamentos, roubam a cabeça do buda. A "gente humilde" se desespera. O herói se candidata.

Esse é o começo do filme. As pessoas do povoado agrícola se desesperam por uma cabeça de buda porque são apegadas a tradição local. A interferência externa repentinamente mostra que está tudo em risco. Depois vem a cena na cidade. Um conterrâneo (mané) do herói que deveria estar na cidade estudando está envolvido com o crime. Despreza o herói, o engana (se aproveitando de sua inocência) e perde o dinheiro da jornada do herói apostando numa luta. É o momento em que conhecemos o vilão. Um fulano que fala através de um aparelho, com uma voz que soa robotizada. E é o primeiro confronto indireto do herói com ele. O herói mostra sua força derrotando o vencedor da luta anterior com um único golpe. Nessa cena declarasse o resto do filme: a aposta errada (a má avaliação) do "filho pródigo", o herói imbativel como mosca na sopa do vilão e um vilão cada vez mais irritado (frustrado).

O vilão quer construir uma grande imagem de buda com sua cara. Dá pra dividir na santa trindade freudiana: Um super superego (herói/tradição), um ego fraco (o pseudo-estudante), e um id adolescente/infantil desejante (vilão). O filme, como já disse, segue num crescendo de encrencas do herói com o vilão, com o mané aumentando as encrencas. Até a "redenção", quando o herói recupera a cabeça do buda, destrói o "budão" e o mané aprende a lição (não se brinca com o inconsciente, rs).

O filme é sustentado por cenas acrobáticas (deveras impressionantes) do ator Tony Jaa, e de lutas do mesmo.

Uma cena de luta em específico é interessante: Tony Jaa enfrenta diversos lutadores "da casa", o primeiro é um brutamontes (que simbolicamente é um lutador "wrestler"), um arremedo de Bruce Lee, e um doido varrido (briga de rua/Bruce Willis). Essa cena acaba por ser uma extensão da força do herói para fora do filme, em relação a outros "heróis", é um "herói" da era "vale-tudo", brigando com heróis de outros filmes, simbolicamente. Enfim (isso aqui tá prolixo pacas), é um filme deveras tosco, ou deveras bem feito.

Me agradou pela competência em fazer cinema despretencioso. Tem um bom punhado de referencias no filme, algumas dá pra ver nesse link, como um "easter egg" para, nada mais nada menos, que o Spielberg. http://asianfury.zip.net/arch2005-07-31_2005-08-06.html

Mon, Dec. 14th, 2009, 02:54 am
From the shadows i shall return.

Uma súbita respirada na vida cultural de sampa me trouxe de volta a vontade de escrever.

Como estou num momento "arranje uma vida", não tenho muito o que escrever sobre minha vida. Decidi escrever sobre uma série de filmes de que eu gosto e de elementos neles que me chamam a atenção, já que não encontro ninguém com paciência para ouvir isso.

Sun, May. 3rd, 2009, 11:44 pm
Nussa, fazem piada com tudo mesmo.

http://bouncewith.me.uk/europe/8027043.htm

E essa ainda parece séria.

Sat, Apr. 25th, 2009, 01:20 pm
Back to the Post

Yep.
De volta ao posto, ao blog, aos posts. De volta a Sampa da Garoa.

Em breve novos posts.

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